Exame de consciência não é lista de regras, mas é leitura do coração
Ler Gn 3,1-13 e Mt 4,1-11
O Senhor disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração”
Como está a minha relação com Deus?
Tenho colocado minha segurança mais no dinheiro, nas coisas e no controle da vida do que em Deus?
Confio verdadeiramente na providência de Deus ou vivo dominado pelo medo de faltar, perder ou não dar conta?
Tenho dificuldade de partilhar porque, no fundo, não acredito que Deus cuida de mim?
Tenho deixado a oração, o silêncio e a vida espiritual de lado porque eles me confrontam comigo mesmo?
Busco a Deus por amor ou apenas quando preciso de alguma solução?
Tenho organizado minha vida mais a partir do conforto e do prazer do que da vontade de Deus?
O Senhor disse: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”
Como está a minha relação com o outro?
Tenho necessidade de me impor, de estar sempre certo ou de vencer discussões?
Tenho tratado pessoas com impaciência, dureza ou ironia quando sou contrariado?
Tenho usado minha posição, função ou influência para me beneficiar?
Tenho ficado incomodado ou triste com o sucesso, os dons e as conquistas dos outros?
Tenho buscado elogios, reconhecimento e visibilidade mais do que servir?
Tenho tratado alguém como objeto para satisfazer minhas carências afetivas ou meus desejos?
Sou capaz de me alegrar sinceramente com o bem do outro?
O Senhor disse: “Sede perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito”
Como está a minha relação comigo mesmo?
Tenho usado comida, bebida, celular, redes sociais, compras ou entretenimento para fugir do meu vazio interior?
Tenho buscado apenas o que me dá prazer imediato, evitando o que exige esforço, compromisso e maturidade?
Tenho fugido de responsabilidades importantes da minha vida?
Tenho vivido desanimado, sem gosto pela vida, pela fé e pelos meus compromissos?
Tenho dificuldade de lidar com frustrações e limites, acumulando raiva e irritação?
Tenho necessidade constante de aprovação para me sentir valioso?
Tenho me comparado excessivamente com os outros?
OS VÍCIOS E VIRTUDES DA ALMA
Luxúria – (vício)
Usar o outro para satisfazer desejos, sem verdadeiro amor e respeito.
Castidade – (virtude)
Viver a afetividade e a sexualidade com respeito, cuidado e amor verdadeiro pelo outro.
Avareza – (vício)
Apegar-se às coisas e colocar nelas a própria segurança.
Generosidade – (virtude)
Confiar mais em Deus do que nas coisas e saber partilhar o que tenho.
Ira – (vício)
Deixar que a raiva e a agressividade destruam as relações.
Paciência (mansidão) – (virtude)
Saber lidar com frustrações e conflitos sem ferir, sem destruir as relações.
Preguiça (acídia) – (vício)
Desânimo espiritual e fuga das próprias responsabilidades e do sentido da vida.
Diligência (zelo espiritual) – (virtude)
Assumir a própria vida, a fé e a vocação com responsabilidade e coragem.
Vaidade – (vício)
Viver para aparecer e buscar reconhecimento a todo custo.
Humildade – (virtude)
Reconhecer a própria verdade diante de Deus, sem viver para aparecer.
Inveja – (vício)
Tristeza ou incômodo diante do bem e das conquistas do outro.
Caridade (benevolência) – (virtude)
Alegrar-se com o bem do outro e desejar sinceramente o seu crescimento.